O Ministério Público Federal (MPF) pediu a manutenção das condenações dos envolvidos da Operação Making Of, que investigou um esquema de fraudes em licitações e desvio de recursos públicos em Cansanção, na região sisaleira.

Segundo o MPF, mais de R$ 26,5 milhões teriam sido desviados entre 2011 e 2015 por meio de contratos superfaturados e licitações direcionadas a empresas ligadas ao grupo investigado.
O ex-prefeito Ranulfo da Silva Gomes foi condenado a mais de 10 anos de prisão por fraude à licitação e desvio de recursos públicos. Outros ex-integrantes da gestão municipal e empresários também foram condenados.
Na manifestação enviada ao Tribunal, o MPF afirmou que existem provas robustas contra os acusados e defendeu a manutenção integral das penas impostas pela Justiça.
Operação foi deflagrada em 2015
Controladoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal deflagrada, em 2015, intitulada Operação Making Of, teve como objetivo de combater desvios de recursos públicos e lavagem de dinheiro no município de Cansanção (BA). Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em quatro municípios da Bahia.
A investigação constatou direcionamento de licitações para empresas controladas ou pertencentes ao prefeito municipal em nome de “laranjas”. A fraude visava realizar contratações irregulares, superfaturamento de preços, pagamento por serviços não realizados e produtos não fornecidos. Estima-se que as empresas receberam mais de R$ 20 milhões dos cofres da Prefeitura Municipal de Cansanção.
As irregularidades envolveram empresas ligadas à locação de veículos; fornecimento de combustíveis e lubrificantes; material didático; artigos de papelaria; material de informática; provimento de acesso à internet; locação de máquinas pesadas e caminhões; e terraplanagem e obras de construção civil.
O nome da operação faz referência ao documentário de bastidores que ocorre no cinema e na televisão. Isso faz alusão ao município investigado, no qual uma pessoa aparece como proprietário de uma empresa, mas “nos bastidores” quem controla é outra.
