Demissão de Rogério Ceni volta a ser exigida pela Bamor é o centro de uma nova nota pública da principal torcida organizada do Bahia, que reforçou o pedido de saída do treinador após a eliminação tricolor na Copa do Brasil.
Pressão aumenta sobre Rogério Ceni no Bahia
A torcida organizada Bamor divulgou comunicado crítico em que declara ter “chegado ao limite” com o trabalho de Rogério Ceni. No texto, o grupo afirma que o técnico não consegue dar identidade ao elenco, descreve o time como “perdido, sem personalidade e sem poder de reação” e responsabiliza a comissão técnica por resultados considerados vexatórios.
Apesar da queda para o Remo na Copa do Brasil, Ceni segue respaldado pelo Grupo City, controlador da SAF do Bahia. Para a uniformizada, entretanto, o ciclo do comandante acabou. “Exigimos imediatamente a saída”, diz a nota, acrescentando que a equipe repete eliminações em momentos decisivos e não apresenta evolução desde a chegada da atual gestão.
O comunicado também critica o desempenho no mercado de transferências. Segundo a Bamor, a primeira janela de 2026 foi “pífia”, com contratações abaixo do necessário para elevar o patamar do clube. O texto reforça que disputar títulos regionais é obrigação, não métrica de sucesso, e que o investimento feito pela SAF precisa se refletir em conquistas nacionais.
Uniformizada questiona postura do elenco e planejamento
Além do treinador, a Bamor direciona cobranças ao elenco e à diretoria. A torcida fala em jogadores “acomodados e sem ambição” e acusa a cúpula de maquiar a falta de reforços com “discursos vazios”. Para os organizados, a temporada já está comprometida e uma mudança imediata no comando técnico seria a única forma de tentar reverter o cenário.
O tom duro ecoa cobranças semelhantes feitas por torcidas de outros grandes clubes brasileiros que se tornaram SAF. De acordo com levantamento do ge.globo.com, a pressão por resultados costuma aumentar quando há injeção de capital externo, pois a expectativa da torcida cresce na mesma proporção dos investimentos.
Ceni mantém respaldo da SAF, mas clima é de tensão
Até o momento, a direção do Bahia não se pronunciou sobre a nova nota. Internamente, a avaliação continua sendo de que Rogério Ceni tem condições de recuperar a equipe. O treinador, contratado para liderar o projeto esportivo após a venda de 90% das ações da SAF para o Grupo City, enfrenta o maior desgaste desde que assumiu o cargo.
A Bamor encerra o comunicado com a frase em inglês “Patience is over, no change, no peace”, sugerindo que os protestos podem escalar caso o clube não reverta a decisão de mantê-lo.
No desfecho, o clima no Fazendão é de expectativa. Caso o desempenho em campo não melhore, a diretoria pode ser forçada a rever seu planejamento para 2026.
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Crédito da imagem: Futebol Baiano
Fonte: Futebol Baiano
