Irã defende legitimidade de proposta de paz rejeitada pelos EUA
Irã defende legitimidade de proposta de paz rejeitada pelos EUA ao afirmar que o plano apresentado por Teerã atende a princípios internacionais e busca encerrar os conflitos na região, enquanto Washington mantém exigências consideradas “irracionais”.
Ministro diz que exigências norte-americanas são unilaterais
Em 11 de maio de 2026, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, declarou que a proposta de paz submetida ao governo dos Estados Unidos é “legítima e generosa”. Segundo o chanceler, Teerã condiciona o acordo ao fim da guerra, à suspensão do bloqueio econômico imposto por Washington e à liberação de recursos financeiros iranianos congelados em bancos estrangeiros sob pressão norte-americana.
Teerã também quer fim de ataques israelenses ao Líbano
A pauta iraniana inclui, ainda, o término dos bombardeios de Israel contra o território libanês. Baghaei classificou esses pontos como “demandas básicas para a estabilidade do Oriente Médio” e criticou a rejeição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exposta em 10 de maio de 2026 por meio de publicação nas redes sociais.
Washington exige recuo nuclear e abertura do Estreito de Ormuz
Do lado norte-americano, a condição principal é a interrupção do programa de enriquecimento de urânio iraniano, além da abertura irrestrita do Estreito de Ormuz — rota estratégica para o transporte global de petróleo. Trump descreveu as reivindicações de Teerã como “totalmente inaceitáveis”.
Crise prolonga clima de insegurança regional
A ausência de consenso mantém elevado o nível de alerta no Golfo Pérsico. Na mesma semana, drones hostis foram detectados sobre vários países da região, reforçando o temor de escalada militar. De acordo com a Organização das Nações Unidas, qualquer interrupção prolongada na navegação local pode impactar o fornecimento mundial de energia.
Irã reafirma vontade de negociação
Apesar das divergências, Baghaei assegurou que Teerã “continua aberto ao diálogo, desde que haja respeito mútuo e reconhecimento dos direitos do povo iraniano”. A chancelaria afirmou que as portas permanecem abertas para mediadores internacionais capazes de “construir pontes” entre as partes.
O impasse diplomático entre Irã e Estados Unidos segue sem data para nova rodada de conversas, mantendo a incerteza sobre a segurança e a economia de toda a região.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
