Abuso sexual infantojuvenil: PF faz megaoperação em 27 estados abre a série de ações coordenadas pela Polícia Federal para localizar e prender suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em todo o país, integrando esforço simultâneo com outras 15 nações.
Abuso sexual infantojuvenil: PF faz megaoperação em 27 estados
A Polícia Federal executou 159 mandados de busca e apreensão e 16 de prisão preventiva em todas as unidades da Federação, mobilizando 503 agentes federais. Paralelamente, 243 policiais civis de 14 estados, entre eles Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo, reforçaram a ofensiva.
Batizada de Operação Nacional Proteção Integral IV, a iniciativa faz parte da Operação Internacional Aliados pela Infância VI, que reúne forças policiais de nações como Argentina, França e México. Esses países já cumpriram ordens judiciais para aprofundar investigações sobre redes transnacionais de abuso sexual infantojuvenil.
Segundo comunicado oficial, a mobilização reforça o compromisso do Brasil no chamado Maio Laranja, período dedicado à prevenção da violência sexual contra menores. Em 2026, Grupos de Capturas da corporação executaram ao menos 450 prisões de foragidos envolvidos em crimes dessa natureza.
A PF ressalta que a expressão “abuso sexual de crianças e adolescentes” reflete com mais fidelidade a gravidade das infrações do que o termo “pornografia”, ainda presente no Estatuto da Criança e do Adolescente. A terminologia atualizada também é recomendada por organismos internacionais, como o UNICEF, entidade que defende diretrizes globais de proteção à infância.
Em nota, a corporação orienta pais e responsáveis a fiscalizar o uso da internet por menores, manter diálogo constante sobre segurança digital e incentivar a denúncia de situações suspeitas. Essas medidas, pontua o órgão, reduzem riscos e ajudam a interromper cadeias de exploração.
No exterior, mandados de busca foram cumpridos em 15 países, entre eles Espanha, Peru e Uruguai, reforçando a cooperação contra crimes que extrapolam fronteiras virtuais e físicas. A troca de informações, de acordo com investigadores, é decisiva para identificar traficantes de material ilegal e vítimas ainda não localizadas.
A Operação Nacional Proteção Integral IV permanece em andamento. Novos desdobramentos poderão ocorrer à medida que provas apreendidas sejam periciadas e pistas internacionais sejam confirmadas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
