Bahia maior vítima do Remo em 2026: sete gols em dois jogos mostra o desequilíbrio defensivo do tricolor, que lidera o ranking de tentos sofridos para o clube paraense nas quatro competições da temporada.
Bahia maior vítima do Remo em 2026: sete gols em dois jogos
O Bahia maior vítima do Remo virou estatística inesperada na temporada de 2026. Mesmo com o clube azulino dividido entre Série A, Copa do Brasil, Copa Verde e Campeonato Paraense, nenhum adversário sofreu tanto quanto a equipe comandada por Rogério Ceni. Em apenas dois encontros, foram sete gols marcados pelo Leão Azul, média de 3,5 por duelo, índice bem acima dos 1,08 gol que o time paraense registra contra os demais rivais no ano.
A série começou em 22 de março, pela 9ª rodada da Série A, quando o Remo venceu o Bahia por 4 a 1 no Mangueirão. O placar se repetiu em sentido contrário — mas com o mesmo vencedor — em 22 de abril, na terceira fase da Copa do Brasil, com triunfo visitante por 3 a 1 na Arena Fonte Nova. Somados, os confrontos tornaram o Esquadrão de Aço o único clube a amargar duas derrotas para o Remo em 2026.
Segundo levantamento do próprio clube paraense e confirmado pelos números oficiais da Confederação Brasileira de Futebol, o segundo time que mais sofreu com o ataque remista é o Águia de Marabá, superado cinco vezes em três partidas. Na sequência aparecem Cametá-PA e Atlético-MG, com três gols sofridos cada, porém em apenas um confronto.
O desempenho ofensivo do Remo contra o Bahia contrasta com a produção em clássicos regionais. Nos três Re-Pa disputados pelo Campeonato Paraense, foram somente dois gols azulinos: empate por 1 a 1, derrota por 2 a 1 na final de ida e empate sem gols na decisão estadual. Esse recorte reforça a dificuldade específica da defesa tricolor em conter as transições em velocidade, apontada internamente como a principal deficiência tática depois de seguidos erros de passe na saída de bola.
Até a 12ª rodada da Série A, o Remo somava 13 gols marcados, sendo quatro diante do Bahia. Em contrapartida, o time baiano havia sofrido 22 tentos — quase 20 % deles anotados pelo adversário nortista. A estatística causa incômodo em Salvador, sobretudo porque 2024 já havia sido marcado pelo maior número de derrotas para o arquirrival Vitória, então treinado por Léo Condé.
Dirigentes do Bahia estudam ajustes no elenco durante a próxima janela de transferências, buscando reforços defensivos que evitem nova exposição em confrontos decisivos. Já o Remo comemora a eficiência, que pode ser decisiva na briga por vagas continentais e no avanço na Copa do Brasil.
Para acompanhar outras notícias sobre futebol nacional e baiano, visite a seção de Esportes do Giro pela Bahia e fique por dentro de todas as atualizações.
Crédito da imagem: EC Bahia
Fonte: EC Bahia
