Empresas brasileiras em Portugal: Lula apoia expansão no mercado europeu Empresas brasileiras em Portugal ganharam novo impulso quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na terça-feira (21 de abril), que Portugal pode se tornar a principal porta de entrada dos interesses empresariais do Brasil na União Europeia, diante da iminente vigência do Acordo Mercosul-UE em 1º de maio.
Encontros políticos reforçam aproximação econômica
Lula reuniu-se pela primeira vez com o presidente português, António José Seguro, empossado em 9 de março, no Palácio Nacional de Belém. Em seguida, almoçou com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Palácio de São Bento. Nos encontros, defendeu maior integração econômica bilateral e encorajou novas operações de companhias brasileiras em território português.
O chefe do Executivo citou o caso da Embraer, que mantém desde 2012 um parque industrial em Évora, como exemplo bem-sucedido de cooperação produtiva. “Podemos repetir vários feitos como o da Embraer aqui em Portugal”, afirmou, dirigindo-se ao primeiro-ministro.
Comércio bilateral movimenta US$ 4,5 bilhões
A corrente de comércio entre Brasil e Portugal somou US$ 4,5 bilhões em 2025, com superávit brasileiro de US$ 2 bilhões. Além do setor aeronáutico, empresas nacionais investem em siderurgia e em máquinas e equipamentos no mercado luso, enquanto Portugal se destaca no fornecimento de petróleo, gás, infraestrutura e energia elétrica no Brasil.
Segundo a Comissão Europeia, o Acordo Mercosul-UE deve ampliar o fluxo de bens e serviços entre os blocos, eliminando tarifas em até 90% dos produtos negociados (confira detalhes oficiais).
Imigração brasileira e manifestações pacíficas
Montenegro também abordou a presença de mais de 500 mil brasileiros residentes em Portugal, classificando a integração social e econômica desse grupo como “impecável”, embora reconheça casos isolados de incidentes. O número é cinco vezes maior que o de portugueses no Brasil, estimado em 104 mil pelo Censo 2022 do IBGE.
Do lado externo do Palácio de Belém, manifestantes favoráveis e contrários ao presidente brasileiro foram separados por barreiras policiais; a emissora pública RTP informou que não houve confrontos.
Etapa final de giro europeu
A passagem por Lisboa encerrou uma agenda que incluiu reuniões na Espanha, em 17 e 18 de abril, e na Alemanha, em 19 e 20 de abril. Após a visita a Portugal, o presidente seguiu para o Brasil com escala em Cabo Verde, com chegada prevista à Base Aérea de Brasília às 23h50.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: Ricardo Stuckert / PR
