Bahia aumenta receitas com venda de jogadores em R$ 133 mi e transforma a negociação de atletas em um dos pilares de faturamento da SAF, que fechou 2025 com R$ 168,9 milhões provenientes desse segmento, ante R$ 35,6 milhões registrados no exercício anterior.
Bahia aumenta receitas com venda de jogadores em R$ 133 mi
O balanço financeiro divulgado para o exercício de 2025 confirma a guinada do Esporte Clube Bahia no mercado de transferências. A diferença nominal de R$ 133,2 milhões representa crescimento percentual de 373,3% sobre 2024, quando as transações de atletas respondiam por apenas 11,9% da receita bruta. Em 2025, essa participação saltou para 30%, praticamente um terço de todo o dinheiro que ingressou nos cofres tricolores.
Segundo o relatório da Bahia SAF, apenas direitos de transmissão, com R$ 185,7 milhões (33% do total), superaram a venda de jogadores, que ocupou a vice-liderança entre as fontes de renda. Juntas, as duas rubricas cobriram 63% do faturamento anual do clube.
A estratégia capitaneada pelo Grupo City concentra-se em valorizar jovens ativos na vitrine da Série A e de competições continentais. Entre as principais operações de 2025 aparecem os seguintes nomes:
- Lucho Rodríguez – R$ 120 milhões, recorde do Nordeste;
- Biel – R$ 48 milhões;
- Thaciano – R$ 30 milhões;
- Tiago – R$ 38 milhões.
Embora somem aproximadamente R$ 236 milhões, esses valores não entram integralmente no mesmo exercício. Grande parte das transferências é quitada em parcelas, e cláusulas contratuais preveem abatimentos ou retenção de percentuais para vendas futuras. No caso de Biel e Lucho, por exemplo, o Bahia manteve 30% dos direitos econômicos; já em Tiago, preservou 25%.
Especialistas em gestão esportiva apontam que diversificar receitas e manter percentuais de revenda reforçam a sustentabilidade a longo prazo. Em entrevista recente ao UOL Esporte, consultores do setor ressaltaram que a solidez financeira conquista credibilidade no mercado internacional e atrai novos investidores.
A performance positiva em 2025 também abre espaço para reinvestimentos no elenco. A contratação de Alejo Véliz, confirmada para a temporada de 2026, exemplifica a política de reinjeção de capital esportivo com recursos gerados internamente.
No que diz respeito às despesas, o clube segue o modelo SAF de alongar pagamentos de aquisições, mantendo fluxo de caixa equilibrado. Da mesma forma, parcelas de negociações concluídas em 2024 só foram registradas no balanço de 2025, e parte das transações realizadas em 2025 migrará para o relatório de 2026.
Com a curva de crescimento nas vendas de atletas, o Bahia consolida posição entre os principais exportadores do país, reduzindo a dependência de cotas de TV e alinhando-se à tendência global de clubes-empresa que tratam jogadores como ativos financeiros estratégicos.
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Crédito da imagem: Rafael Rodrigues / EC Bahia
Fonte: ecbahia.com
