Bola aérea defensiva do Bahia preocupa depois de três partidas consecutivas em que o Tricolor sofreu gols pelo alto, acendendo o sinal de alerta antes do duelo contra o Remo, válido pela quinta fase da Copa do Brasil.
Bola aérea defensiva do Bahia preocupa
Nas últimas rodadas, o sistema defensivo sofreu em lances de bola parada. Contra o Flamengo, no Maracanã, um escanteio ensaiado terminou com desvio de Saúl e finalização livre de Lucas Paquetá. No compromisso anterior, diante do Palmeiras, um tiro de canto resultou em gol contra de Ramos Mingo. Já frente ao Mirassol, o zagueiro David Duarte cabeceou contra a própria meta em erro individual.
Questionado sobre a sequência negativa, o auxiliar técnico Charles Hembert — responsável pelos treinamentos de bolas paradas no CT Evaristo de Macedo — admitiu que o problema está relacionado ao perfil do elenco. Segundo ele, a comissão priorizou jogadores com qualidade no toque de bola, ainda que de menor estatura.
“Optamos por formar um time mais técnico e vistoso. Se quiséssemos excelência na bola parada, teríamos recrutado atletas de 1,90 m. Preferimos nomes como Caio Alexandre, Everton Ribeiro e Jean Lucas, mesmo sabendo que isso exige ajustes defensivos”, afirmou o profissional em entrevista coletiva.
A estatística recente justifica a preocupação: além do gol sofrido, o Flamengo criou três oportunidades claras pelo alto. Aos 19 min do primeiro tempo, Pedro cabeceou rente à trave após cruzamento de Arrascaeta. No segundo tempo, aos 10 min, o meia uruguaio acertou a trave, e, aos 20 min, Léo Ortiz testou no travessão.
Com apenas um treino com bola previsto antes da próxima viagem, a comissão técnica intensifica a revisão de posicionamento e marcação individual dentro da área. O objetivo é reduzir a vulnerabilidade aérea já na partida de 22 de abril, quando o Bahia enfrenta o Remo pela ida da Copa do Brasil.
De acordo com levantamento publicado pelo ge.globo.com, equipes que sofrem mais de um gol por jogo em jogadas aéreas costumam perder até 40 % dos pontos disputados no campeonato, o que reforça a necessidade de ajustes imediatos.
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Crédito da imagem: Letícia Martins / EC Bahia
Fonte: Letícia Martins / EC Bahia
