Irã abre Estreito de Ormuz após cessar-fogo no Líbano A passagem estratégica, responsável por cerca de 20% do comércio global de petróleo, foi declarada livre para navios comerciais durante o período restante da trégua no Oriente Médio.
Irã abre Estreito de Ormuz após cessar-fogo no Líbano
Em comunicado divulgado em 17 de abril de 2026, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, confirmou que o Estreito de Ormuz permanecerá totalmente aberto a embarcações mercantes até a próxima terça-feira (21 de abril). A medida decorre do cessar-fogo anunciado no Líbano entre Israel e o Hezbollah, parte do acordo firmado anteriormente por Teerã e Washington.
A Organização de Portos e Marítima da República Islâmica do Irã definiu rotas específicas para o tráfego, garantindo a segurança da navegação nesse corredor essencial. O estreito vinha sofrendo restrições desde o início das tensões regionais, o que provocou instabilidade nos preços internacionais de petróleo e derivados.
Apesar da pausa nos combates estabelecida no front libanês ainda na noite de 16 de abril, outras frentes no Oriente Médio mantinham confrontos esporádicos. O Irã condicionava o retorno às negociações com os Estados Unidos ao fim dessas hostilidades, especialmente aos bombardeios israelenses em território libanês.
O alívio logístico ocorre mesmo sob o bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, decretado após o fracasso das conversas de paz no Paquistão. Segundo a empresa de rastreamento Kpler, três petroleiros iranianos atravessaram Ormuz transportando, juntos, cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, evidenciando brechas no cerco marítimo.
Para especialistas da Agência Internacional de Energia, a normalização temporária do tráfego em Ormuz reduz riscos imediatos de desabastecimento global, mas a perspectiva de novas tensões seguirá influenciando o mercado.
No Líbano, estimativas apontam que mais de 1 milhão de pessoas deixaram suas casas durante os 45 dias de guerra. Com a trégua, parte da população tenta retornar e reconstruir regiões afetadas pelos bombardeios.
Embora o prazo da trégua termine em 21 de abril, fontes diplomáticas indicam que Teerã e Washington avaliam prorrogar o acordo caso os termos sejam respeitados em todas as frentes.
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Crédito da imagem: Reuters/Benoit Tessier/Arquivo
Fonte: Agência Brasil
