Febre amarela: morte confirmada no Vale do Paraíba, SP
Febre amarela provoca uma morte e deixa outras duas pessoas doentes na região do Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, conforme boletim divulgado em 16 de abril pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE).
Três casos registrados e uma vítima fatal
O relatório estadual detalha que um homem de 38 anos, morador de Cunha, não resistiu às complicações da doença. Já uma mulher de 23 anos e um homem de 52, ambos do município de Cruzeiro, seguem em recuperação.
Nenhum dos pacientes havia sido vacinado contra a febre amarela. A Secretaria Municipal de Saúde de Cunha informou que a vítima trabalhava no setor de celulose em uma cidade próxima e que investiga o provável local onde ocorreu a infecção. A administração municipal classifica o caso como isolado e afirma não haver outras suspeitas ativas, mas reforçou as ações de controle na região.
Autoridades reforçam importância da imunização
Regiane de Paula, coordenadora em saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde, ressaltou ser fundamental checar a caderneta de vacinação antes de deslocamentos para áreas de mata, zonas rurais ou locais de ecoturismo — ambientes onde o vírus costuma circular. A gestora também frisou a necessidade de comunicar imediatamente às unidades de saúde qualquer ocorrência da doença em macacos, que não transmitem o vírus aos humanos, mas sinalizam a presença dele no ambiente.
De acordo com o Ministério da Saúde, a vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país. Crianças devem receber a primeira dose aos 9 meses e reforço aos 4 anos. Quem tomou apenas uma dose antes dos 5 anos precisa de reforço, enquanto pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas devem se imunizar o quanto antes.
Medidas de prevenção em andamento
Equipes de vigilância ambiental intensificam a aplicação de inseticidas e a busca ativa de novos casos nos municípios afetados. A orientação permanece: qualquer sintoma como febre alta súbita, dores no corpo ou icterícia deve ser comunicado imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
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Crédito da imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
Fonte: Tomaz Silva/Agência Brasil
