Mirassol denunciado no STJD por confusão contra o Bahia abre caminho para possíveis punições que incluem perda de mando de campo, multas e até interdição do estádio José Maria de Campos Maia.
Mirassol denunciado no STJD por confusão contra o Bahia
Mirassol, o técnico Rafael Guanaes e o meia Eduardo foram oficialmente denunciados no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pelos incidentes registrados na 11ª rodada da Série A, partida em que o Bahia venceu por 2 a 1. A 5ª Comissão Disciplinar enquadrou o clube paulista nos artigos 213, 211 e 191, inciso III, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), todos relacionados a falhas de segurança, desordem e descumprimento de regulamento.
A confusão começou logo após o segundo gol tricolor. Atletas e comissão técnica do Mirassol contestaram possível falta de Gilberto sobre Negueba no início da jogada. Sem revisão do VAR, o gol foi confirmado, gerando paralisação de quase dez minutos. Em meio às reclamações, o lateral Reinaldo chegou a ordenar que o elenco deixasse o gramado, e o árbitro ficou no campo por mais 35 minutos depois do apito final aguardando escolta de 13 policiais.
O Art. 213 prevê multa de R$ 100 a R$ 100 mil e possibilidade de perda de mando por problemas de desordem ou invasão. Já o Art. 211 trata da responsabilidade do mandante em oferecer condições de segurança adequadas, o que, segundo a denúncia, não ocorreu. Por fim, o Art. 191, inciso III foi citado porque o telão do estádio exibiu repetidas vezes o lance reclamado, prática proibida pelo regulamento da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O julgamento está marcado para 17 de abril de 2026, às 10h, no plenário do STJD, no Rio de Janeiro. Se condenado em todos os pontos, o Mirassol corre risco de atuar longe de seu estádio por diversas rodadas, além de arcar com pesadas multas e possíveis sanções individuais ao treinador e ao meio-campista.
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Em casos recentes, o tribunal aplicou punições semelhantes a clubes de Série A, como relembra o portal ge, reforçando a severidade das decisões quando há falhas de segurança e desrespeito às regras de competição.
O departamento jurídico do Mirassol ainda não divulgou estratégia de defesa, mas deve se basear no argumento de que tomou providências para garantir a integridade da arbitragem e tenta minimizar a exibição repetida do lance no telão como “erro operacional”. Bahia e CBF acompanham o caso, mas não são partes na denúncia.
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Crédito da imagem: Reprodução/Premiere
Fonte: Futebol Baiano
