CNBB apoia Papa Leão XIV após críticas de Trump
CNBB apoia Papa Leão XIV em nota divulgada na segunda-feira (13 de abril), reforçando a autoridade moral do pontífice e contestando declarações do presidente norte-americano Donald Trump.
Entidade católica reforça defesa da paz e do diálogo
O documento, assinado pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal Jaime Spengler, pelos vice-presidentes Dom João Justino de Medeiros e Dom Paulo Jackson e pelo secretário-geral Dom Ricardo Hoepers, sustenta que a liderança de Leão XIV “não se orienta pela lógica do confronto político, mas pela fidelidade ao Evangelho”.
A manifestação surgiu depois de, em 11 de abril, o Papa convocar vigília de oração na Basílica de São Pedro, pedindo que governantes abandonem demonstrações de força e busquem a mediação para encerrar conflitos armados no Oriente Médio. Segundo a CNBB, o pontífice “eleva a voz em defesa da paz, da dignidade humana e do diálogo entre os povos”.
Trump acusa Papa de ser “fraco” e “liberal”
Na noite de 12 de abril, Trump declarou à imprensa que Leão XIV seria “fraco no combate ao crime e péssimo em política externa”, criticando ainda a posição vaticana sobre armas nucleares. O republicano, que já concorre à reeleição em 2028, publicou imagem gerada por inteligência artificial retratando-se como figura divina; o post foi apagado no dia seguinte.
Questionado durante voo rumo à África, Leão XIV respondeu que não teme o governo dos Estados Unidos nem pretende envolver-se em disputa pessoal: “A mensagem sempre foi a mesma: paz”, disse, defendendo multilateralismo e reconciliação. O posicionamento foi reiterado na conta oficial do Vaticano no Instagram.
Especialistas em relações internacionais destacam que os embates verbais entre Washington e a Santa Sé reavivam discussões sobre o papel da Igreja Católica em crises globais. Reportagem da BBC observa que a diplomacia papal historicamente atua como mediadora em conflitos, mesmo quando enfrenta resistência de chefes de Estado.
A CNBB, por sua vez, concluiu a nota pedindo orações “por todos os que sofrem as consequências da guerra” e conclamando autoridades a priorizarem soluções pacíficas.
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Crédito da imagem: Vatican Media
Fonte: Vatican Media
