Extradição de Carla Zambelli é aprovada pela Justiça italiana A Corte de Apelação de Roma autorizou, em 26 de março de 2026, a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil, decisão que ainda permite recurso antes da palavra final do governo italiano.
Sentença italiana ainda não é definitiva
O resultado foi confirmado pela Embaixada do Brasil na capital italiana. Apesar do aval judicial, a defesa da parlamentar cassada pode apresentar novo recurso dentro do prazo legal. Só após o trânsito em julgado o processo segue para a análise do Ministério da Justiça da Itália, responsável por homologar ou rejeitar a entrega da brasileira às autoridades nacionais.
Condenações no Supremo Tribunal Federal
Zambelli soma duas sentenças impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A primeira, proferida em maio de 2025, fixou pena de dez anos de prisão e perda do mandato por envolvimento intelectual na invasão ao sistema eletrônico do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em janeiro de 2023. O ataque incluiu a inserção de um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes e foi executado por Walter Delgatti, que confessou ter agido a mando da ex-parlamentar.
Em parecer separado, o STF sentenciou Zambelli a mais cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, ao perseguir com revólver em punho o jornalista Luan Araújo, às vésperas do segundo turno presidencial de 2022.
Fuga, prisão e batalhas judiciais na Itália
Logo após a primeira condenação, a ex-deputada deixou o Brasil no início de junho de 2025, permanecendo quase dois meses foragida. A Interpol emitiu alerta vermelho, e Zambelli foi detida no final de julho do mesmo ano, na região do Lácio, em operação conjunta com a Polícia Federal brasileira.
Tendo dupla cidadania ítalo-brasileira, a ex-parlamentar passou a cumprir prisão preventiva na penitenciária feminina de Rebibbia, nos arredores de Roma. Durante a detenção, seus advogados solicitaram prisão domiciliar ou liberdade condicional alegando problemas de saúde, mas a Corte de Apelação negou sucessivamente os pedidos.
Em fevereiro de 2026, a defesa pleiteou o afastamento dos juízes responsáveis pelo caso, sob acusação de parcialidade, tentativa igualmente rejeitada pelo tribunal italiano, segundo levantamento publicado pela agência Reuters.
Próximos passos e eventual retorno ao Brasil
Com a decisão de agora, caberá aos advogados de Zambelli definir se apresentarão novo recurso. Caso percam em última instância, o dossiê seguirá ao Ministério da Justiça da Itália, que pode confirmar a entrega à Justiça brasileira ou arquivar o procedimento. Se a extradição for executada, a ex-parlamentar deverá iniciar o cumprimento das penas impostas pelo STF em presídio federal no Brasil.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
