Centro Integrado Mulher Segura reúne dados contra violência é a mais recente aposta do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) para fortalecer a resposta do país aos crimes de gênero, ao conectar diferentes bancos de informações e apoiar operações que levem à responsabilização de agressores.
Centro Integrado Mulher Segura reúne dados contra violência
Inaugurado na última quarta-feira (25 de março) em Brasília, o Centro Integrado Mulher Segura (CIMS) recebeu investimento de R$ 28 milhões. A estrutura passa a funcionar como um núcleo nacional de inteligência, encarregado de coletar, analisar e compartilhar dados estratégicos sobre violência contra mulheres, problema que, segundo a ONU Mulheres, permanece crítico em todo o mundo.
Ao centralizar dados atualmente dispersos entre boletins de ocorrência, medidas protetivas, monitoramento eletrônico e canais de denúncia como o 180 e o 190, o CIMS promete acelerar a prevenção e a reação policial. A iniciativa integra o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, firmado em fevereiro pelos Três Poderes.
Para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Welington Lima, o centro representa “um avanço no uso da tecnologia para transformar a proteção das mulheres em pauta de Estado”. Já a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que a qualificação do uso de dados “aumenta a confiança das vítimas em denunciar e fortalece a responsabilização dos agressoores”.
Além da sede, o CIMS se articulará a 27 salas de situação espalhadas por todos os estados. A ideia é manter vigilância contínua, identificar padrões criminais e antecipar riscos, aplicando a metodologia de policiamento orientado por inteligência. Esse formato, segundo o MJSP, garantirá respostas mais rápidas e eficazes às vítimas.
Outro pilar do pacote de ações é o programa Alerta Mulher Segura, previsto para o primeiro semestre. Cerca de 5 000 mulheres com medidas protetivas receberão um relógio capaz de emitir alerta em tempo real, sem depender de conexão à internet, caso o agressor descumpra a ordem judicial. O dispositivo será integrado à tornozeleira eletrônica do infrator e acionará imediatamente as forças de segurança. O orçamento inicial do programa é de R$ 25 milhões, em parceria com os estados.
Especialistas em políticas públicas veem na integração de dados um passo essencial para enfrentar a fragmentação que historicamente dificulta a formulação de políticas e o acompanhamento de casos. A expectativa do governo federal é de que a iniciativa reduza significativamente o tempo entre a denúncia e a ação policial, além de fornecer subsídios para aprimorar leis e campanhas educativas.
O lançamento do CIMS reforça a premissa de que combater a violência contra mulheres exige união institucional, investimento em tecnologia e compromisso permanente de todo o Estado brasileiro.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
