Bolsonaro deixa UTI e permanece internado no hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, conforme boletim médico divulgado em 24 de março. O ex-presidente se recupera de pneumonia bacteriana bilateral causada por broncoaspiração e continua recebendo antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico e fisioterapia respiratória e motora.
Boletim aponta melhora clínica, mas tratamento prossegue
O documento, assinado pelos médicos Cláudio Birolini (cirurgião-geral), Leandro Echenique e Brasil Caiado (cardiologistas), além do gerente médico Wallace S. Padilha e do diretor-geral Allisson Barcelos Borges, confirma melhora clínica. Apesar disso, a equipe mantém vigilância constante e não trabalha com data para alta hospitalar em razão da gravidade do quadro infectológico.
Internação ocorreu após episódio de broncoaspiração
Bolsonaro foi levado ao DF Star em 13 de março pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após apresentar febre alta, queda de saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames identificaram pneumonia bacteriana bilateral, complicação comum em casos de broncoaspiração. Desde então, o ex-presidente permaneceu inicialmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de onde saiu recentemente para leito clínico.
Condenação e situação penal
Condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado e outros crimes correlatos, o ex-chefe do Executivo cumpria pena na chamada Papudinha, anexa ao Complexo Penitenciário da Papuda. A transferência para tratamento hospitalar foi autorizada pela Justiça logo após o agravamento do estado de saúde.
PGR recomenda prisão domiciliar humanitária
Na véspera do boletim, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer favorável à concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando condições de saúde delicadas. O pedido será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se Bolsonaro poderá continuar o tratamento em casa, sob monitoramento eletrônico.
Especialistas apontam que a liberação para o regime domiciliar depende tanto da evolução clínica quanto da avaliação de risco processual. Enquanto isso, o DF Star segue responsável por relatórios médicos periódicos encaminhados ao Judiciário.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
