Vírus da gripe avança e eleva casos graves em várias regiões impulsionando o crescimento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em diversas partes do Brasil, segundo o mais recente boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em 20 de março de 2026.
Vírus da gripe avança e eleva casos graves em várias regiões
O relatório indica que o Influenza A apresenta aumento expressivo de circulação em nível nacional. A tendência foi observada especialmente em estados do Nordeste, com exceção do Piauí, e em parte da região Norte, abrangendo Amapá, Pará e Rondônia. No Sudeste, Rio de Janeiro e Espírito Santo exibem o mesmo comportamento, enquanto o Mato Grosso desponta como o principal foco no Centro-Oeste.
Os dados consolidados desde o início de 2026 revelam que 41,9% dos casos positivos de SRAG foram atribuídos ao rinovírus, 21,8% ao Influenza A, 14,7% ao Sars-CoV-2 (covid-19), 13,4% ao vírus sincicial respiratório (VSR) e 1,5% ao Influenza B.
Na análise de mortalidade, a Fiocruz constatou 37,3% de óbitos ligados à covid-19, 28,6% ao Influenza A, 21,8% ao rinovírus, 4,5% ao VSR e 2,5% ao Influenza B. Considerando apenas as últimas quatro semanas epidemiológicas, Influenza A e Sars-CoV-2 dividiram o primeiro posto, cada um responsável por 30,8% das mortes confirmadas, seguidos por rinovírus (27,5%), VSR (5,5%) e Influenza B (2,7%).
Para a pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, o crescimento do vírus da gripe reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal. De acordo com ela, o Ministério da Saúde estabeleceu três estratégias de imunização para 2026 com foco na redução de doenças preveníveis. A campanha contra influenza nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste ocorrerá de 28 de março a 30 de maio, com o Dia D de mobilização nacional agendado para 28 de março.
“A vacina é a principal forma de evitar casos graves e óbitos”, enfatizou Tatiana. Ela lembrou que a imunização contra o VSR já está disponível para gestantes, enquanto a aplicação contra o Influenza A será direcionada inicialmente aos grupos prioritários – crianças pequenas, idosos, gestantes, puérperas, profissionais de saúde e pessoas com comorbidades.
O boletim InfoGripe integra um conjunto de ações de vigilância que monitora vírus respiratórios em todo o país. As estatísticas fundamentam decisões de gestores e orientam campanhas públicas. Informações detalhadas sobre metodologia e séries históricas podem ser acessadas no site da Fiocruz, instituição reconhecida internacionalmente pela pesquisa em saúde.
Especialistas recomendam que a população mantenha medidas de prevenção combinadas, como etiqueta respiratória, higienização frequente das mãos e atualização do esquema vacinal, sobretudo em períodos de maior circulação viral.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
