Lula cobra Conselho de Segurança da ONU ao afirmar que as cinco potências permanentes deveriam zelar pela paz, mas, segundo ele, são justamente as que “mais fazem e vendem armas” no conflito no Irã.
Líder brasileiro critica potências bélicas
Em discurso no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, Luiz Inácio Lula da Silva declarou que Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França — membros permanentes do Conselho de Segurança — falham na missão de garantir estabilidade global. “O Conselho foi criado para manter a segurança no mundo, mas são esses cinco que fazem guerra”, afirmou.
O presidente mencionou gasto global de US$ 2,7 trilhões em armamentos “enquanto faltam recursos para comida, educação e acolhimento de refugiados”. Ele reforçou que “os pobres pagam o preço das guerras” e prometeu pressionar o órgão da ONU a reavaliar sua atuação no embate iraniano.
Plano eleitoral para 2026 anunciado
No mesmo evento, Lula confirmou que disputará a eleição presidencial de 2026 e pretende manter Geraldo Alckmin como vice. Também lançou o ministro Fernando Haddad como pré-candidato ao governo paulista. A cerimônia simbolizou o reencontro do presidente com a base sindical onde iniciou sua trajetória política.
Banco Master volta ao foco
Lula associou o escândalo do Banco Master à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Conforme o petista, as irregularidades surgiram após a autorização da instituição pelo então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em setembro de 2019. O presidente prometeu “não deixar pedra sobre pedra” até esclarecer um suposto prejuízo de R$ 50 bilhões.
Ele acrescentou que, no início de 2019, o Banco Central, sob comando de Ilan Goldfajn, negara reconhecimento ao Master, reforçando que a aprovação ocorreu meses depois. “Se a gente não tomar cuidado, vão tentar dizer que fomos nós”, alertou.
Críticas à corrida armamentista
Ao contextualizar a guerra no Irã, Lula apontou a indústria militar das potências permanentes como motor financeiro de conflitos. Para o presidente, a contradição entre defender a paz e lucrar com armamentos compromete a legitimidade do Conselho de Segurança. Ele defendeu que a comunidade internacional redirecione recursos militares para combate à fome e acolhimento de deslocados.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
