Moraes autoriza buscas da PF contra blogueiro que perseguiu Dino — A palavra-chave principal “Moraes autoriza buscas da PF” abre a notícia sobre a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que permitiu a apreensão de itens na residência do blogueiro maranhense Luís Pablo, investigado por perseguição ao ministro da Justiça Flávio Dino.
Moraes autoriza buscas da PF contra blogueiro que perseguiu Dino
Em despacho divulgado recentemente, o ministro Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal cumprisse mandado de busca e apreensão na casa de Luís Pablo, em São Luís. A operação ocorreu na última terça-feira (10 de março) e resultou na coleta de computadores e telefones celulares.
De acordo com a investigação, o blogueiro teria monitorado rotineiramente o trajeto do carro oficial utilizado por Dino e por familiares no Maranhão. As informações eram publicadas em reportagens que sugeriam uso irregular do veículo, pertencente ao Tribunal de Justiça estadual e cedido à equipe de segurança do ministro.
O inquérito foi instaurado a pedido da própria PF e recebeu parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Inicialmente distribuído ao ministro Cristiano Zanin, o processo foi remetido a Moraes após redistribuição solicitada por Zanin no mês anterior.
O crime de perseguição — tipificado no artigo 147-A do Código Penal — prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa. Para a Corte, a conduta atribuída a Luís Pablo extrapolou o limite da atividade jornalística, configurando risco à integridade e à privacidade do titular da Justiça.
Em nota, o acusado afirmou aguardar acesso integral aos autos para compreender os fundamentos da medida. “Luís Pablo reafirma seu compromisso com o exercício responsável do jornalismo, com a apuração de fatos de interesse público e com o respeito aos princípios constitucionais que garantem a liberdade de imprensa e o direito à informação”, declarou a defesa.
Decisões semelhantes envolvendo autoridades federais já foram validadas pelo STF em outros inquéritos de ameaças e ataques institucionais, reforçando a linha dura da Corte contra ações consideradas antidemocráticas.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
