Bombardeios no Oriente Médio deixam mais de 200 mortos após uma escalada de violência iniciada com o assassinato do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã. A ofensiva envolveu mísseis e drones disparados pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) contra alvos israelenses e bases dos Estados Unidos, desencadeando reações em vários países da região.
IRGC afirma ter atingido Tel Aviv e posições americanas
Em comunicado, a IRGC informou que a “sexta onda da Operação Verdadeira Promessa 4” alcançou o quartel-general do Exército israelense em Hakirya, um complexo industrial de defesa e uma base aérea em Tel Aviv. Segundo a corporação, pelo menos 27 instalações norte-americanas no Oriente Médio também foram bombardeadas.
O texto, divulgado em agência internacional de notícias, prometeu “vingança diferente e decisiva” pelo ataque que matou Khamenei. Após o anúncio, as Forças de Defesa de Israel orientaram a população a permanecer em abrigos.
Israel rebate e alega ter “caminho aberto” até Teerã
No mesmo dia, a Força Aérea israelense declarou ter realizado incursões no centro de Teerã, alegando a destruição de parte dos sistemas de defesa aérea iranianos. Autoridades israelenses afirmaram buscar “dominar os céus” da capital iraniana.
Mortes e feridos confirmados
Informações oficiais indicam que os ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos ao território iraniano resultaram em 201 mortos e 747 feridos. A morte de Ali Khamenei foi confirmada pela mídia estatal iraniana, provocando manifestações de milhares de pessoas em várias cidades do país.
Reação internacional e defesa no Golfo
O Ministério da Defesa do Catar reportou ter interceptado cerca de 18 mísseis que miravam diferentes áreas do emirado. Ainda não há registro de vítimas no país.
Sucessão no comando iraniano
Para ocupar o vácuo de poder, foi criado um órgão colegiado com o presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário Gholam Hossein Mohseni Ejeie e o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Ghalibaf. O trio assumirá temporariamente as atribuições do falecido líder.
O aumento da tensão regional reacende preocupações sobre a estabilidade no Golfo Pérsico e amplia o risco de envolvimento de outras potências, segundo analistas ouvidos pela imprensa local.
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Crédito da imagem: REUTERS/Ammar Awad
Fonte: Agência Brasil
