Metanol em bebidas acende alerta de saúde para o Carnaval 2026
Metanol em bebidas colocou autoridades de vários estados em regime de vigilância reforçada para o Carnaval 2026, após 76 casos de intoxicação confirmados no Brasil ao longo de 2025, com 25 mortes registradas e outras 29 ocorrências ainda sob investigação, segundo o Ministério da Saúde.
São Paulo lidera ocorrências e intensifica fiscalizações
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou 52 intoxicações por metanol, das quais 12 evoluíram para óbito. Entre as vítimas estão moradores da capital, de São Bernardo do Campo, Osasco, Jundiaí, Sorocaba e Mauá. Quatro mortes seguem em análise nos municípios de Guariba, São José dos Campos e Cajamar. Para tentar conter novos casos, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) coordena inspeções em bares, restaurantes e vendedores ambulantes, checando rótulos, lacres e selos fiscais de bebidas destiladas.
Estados do Nordeste reforçam ações preventivas
Em Pernambuco, oito intoxicações foram confirmadas, resultando em cinco mortes entre outubro e novembro de 2025. A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) pretende superar 500 inspeções durante o período de folia, focando em camarotes, bares e comércio ambulante. Na Bahia, nove casos foram registrados, três fatais, nos municípios de Ribeira do Pombal, Cansanção e Juazeiro. A Secretaria da Saúde estadual abasteceu estoques do antídoto e estimulou prefeituras a fiscalizar pontos de venda.
Outras unidades da federação em alerta
No Paraná, a Sala de Situação sobre metanol foi encerrada em 24 de novembro de 2025, depois de seis casos confirmados – três com desfecho fatal. Mesmo sem registros recentes, a recomendação de consumir apenas produtos de origem comprovada permanece. Mato Grosso, com seis ocorrências e quatro mortes até dezembro de 2025, mantém operações conjuntas da vigilância sanitária para coibir bebidas clandestinas.
Rio de Janeiro usa laboratório móvel para testes imediatos
Embora não tenha confirmado casos, o Rio de Janeiro adotou o Laboratório Itinerante do Consumidor. O equipamento analisa, em tempo real, amostras coletadas em blocos e no Sambódromo, comparando-as às fórmulas oficiais dos principais destilados do mercado. Na última ação, 26 litros de bebidas falsificadas foram apreendidos, reforçando o risco para o folião.
Riscos, sintomas e orientações de segurança
De acordo com o patologista clínico Hélio Magarinos Torres Filho, o metanol é metabolizado em compostos altamente tóxicos, capazes de provocar acidose metabólica grave, lesões oculares irreversíveis e falência de órgãos. Os primeiros sintomas podem surgir até seis horas após a ingestão, com dor abdominal, tontura e confusão mental. Entre seis e 24 horas, visão turva, fotofobia e convulsões indicam quadro de agravamento. A orientação do Ministério da Saúde é buscar atendimento imediato diante de qualquer sinal suspeito, sem aguardar exames confirmatórios.
Para minimizar riscos, especialistas recomendam:
- Comprar bebidas apenas em locais licenciados;
- Evitar rótulos sem lacre ou vendidos em garrafas PET;
- Desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
- Manter a embalagem para possível análise em caso de intoxicação.
Mais detalhes sobre medidas preventivas podem ser conferidos no portal do Ministério da Saúde em gov.br/saude.
No total, o país já registrou sete novos casos confirmados de intoxicação por metanol em 2026, com outras 13 situações em investigação até 3 de fevereiro, o que reforça a necessidade de cautela durante a maior festa popular do Brasil.
Para acompanhar outras atualizações sobre saúde pública e segurança no Carnaval, visite a editoria Saúde do nosso portal em giropelabahia.com.br/categorias/saude e continue bem informado.
Crédito da imagem: Pablo Jacob/Governo de São Paulo
Fonte: Agência Brasil
