Cirurgias eletivas no SUS batem recorde de 14,7 mi em 2025
Cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS) totalizaram 14,7 milhões de procedimentos em 2025, a maior marca anual já registrada, conforme balanço divulgado pelo governo federal em 6 de fevereiro de 2026.
Programa federal amplia acesso e remuneração
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atribuiu o resultado às políticas públicas que buscam reduzir filas e garantir atendimento gratuito à população de baixa renda. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou o impacto do programa Agora Tem Especialistas, que atualizou a tabela de remuneração, pagando valores superiores aos da antiga tabela SUS. Esse reajuste, segundo o Ministério, estimulou estados, municípios e hospitais filantrópicos a aderirem à iniciativa e absorverem a demanda reprimida.
Antes desse avanço, o recorde pertencia a 2024, com 13,6 milhões de cirurgias. A diferença de 1,1 milhão de procedimentos reforça, na avaliação da pasta, a efetividade da nova estratégia. Em entrevista, Padilha lembrou que o SUS é o sistema público que mais realiza cirurgias em todo o mundo e ressaltou a parceria com redes privada e filantrópica.
Atenção primária reforçada
O plano nacional prevê a distribuição de 150 combos cirúrgicos para a rede hospitalar e outros 10 mil para unidades básicas de saúde, elevando a resolutividade da Atenção Primária. Na Bahia, 1.030 kits de equipamentos já foram entregues, incluindo câmara fria para vacinas, balanças digitais e laser terapêutico para tratamento de feridas. Além disso, 107 ambulâncias do Samu passaram a integrar a frota estadual, garantindo cobertura de 100% dos municípios.
Padilha afirmou que 575 mil kits de telessaúde foram enviados a prefeituras de todo o país, permitindo consultas e diagnósticos a distância. Segundo o Ministério da Saúde, a telemedicina deve reduzir deslocamentos desnecessários e facilitar o acompanhamento de doenças crônicas.
Investimento estimula hospitais
Com a nova tabela de pagamentos, cirurgias de média e alta complexidade passaram a valer até 100% a mais do que anteriormente. Hospitais filantrópicos relataram aumento na realização de procedimentos como catarata, hérnia e ortopedia, tradicionalmente responsáveis por longas filas.
Especialistas apontam que a ampliação do acesso depende da manutenção dos repasses financeiros e do monitoramento constante dos indicadores de produtividade. O governo estuda ainda ampliar incentivos para cirurgias pediátricas e cardiovasculares, segmentos que também apresentam grande demanda reprimida.
Na avaliação de analistas, o avanço de 2025 sugere um movimento consistente de recuperação após as restrições impostas pela pandemia, quando parte significativa das cirurgias eletivas foi adiada.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert / PR
Fonte: Agência Brasil
