Lula na abertura do ano Judiciário afirmou que o Brasil “é muito maior do que quaisquer golpistas ou traidores da pátria”, durante a sessão solene realizada em 2 de fevereiro de 2026 no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O presidente celebrou a recente condenação de Jair Bolsonaro, militares e políticos aliados pela tentativa de golpe e destacou a força das instituições democráticas.
Condenação por tentativa de golpe reforça democracia
De acordo com Luiz Inácio Lula da Silva, a decisão judicial que puniu os envolvidos na trama golpista representou “um marco histórico” e deixou claro que qualquer nova investida contra a ordem constitucional será enfrentada com “o rigor da lei”. O chefe do Executivo elogiou ministros e ministras do STF que, “mesmo sob ameaças de morte”, mantiveram o compromisso com a Carta Magna e com o voto popular.
Lula lembrou ainda que o país, em 2025, sofreu ataques externos, mas respondeu “com altivez, com base no direito internacional e com a legitimidade conferida pelo povo”. Para ele, a democracia brasileira não se curva a pressões internas nem a intimidações estrangeiras.
Riscos tecnológicos às eleições de 2026
O presidente alertou para o uso de fake news, disparos em massa de mensagens, algoritmos de plataformas digitais e avanços da Inteligência Artificial (IA) capazes de falsificar imagens, áudios e vídeos. Segundo Lula, a Justiça Eleitoral precisa de ferramentas modernas para garantir que a vontade popular seja respeitada. Ele citou como referência a atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no enfrentamento de abusos digitais.
Combate ao feminicídio e ao crime organizado
No mesmo discurso, Lula anunciou que o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio será formalizado em 4 de fevereiro, unindo Executivo, Legislativo, Judiciário e sociedade civil. O objetivo, disse, é educar meninos, conscientizar homens e punir agressores. “Nada justifica qualquer forma de violência contra meninas e mulheres, seja presencial ou online”, enfatizou.
Ele também destacou a operação Carbono Oculto, da Polícia Federal, que desarticulou esquemas de lavagem de dinheiro do crime organizado em postos de combustíveis e instituições financeiras. Para Lula, a ação mostra que “não importa o tamanho das contas bancárias” dos criminosos: todos serão responsabilizados.
Em síntese, o presidente reiterou confiança no Judiciário, na Polícia Federal e na sociedade para proteger a democracia, coibir crimes eleitorais e enfrentar a violência de gênero.
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Crédito da imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
