Rogério Ceni cita limite de orçamento e freia contratações no Bahia O treinador tricolor reconheceu, em entrevista coletiva, que a inflação do mercado da bola e o teto financeiro do Grupo City dificultam a chegada de novos reforços ao Esporte Clube Bahia.
Limitações financeiras desafiam planejamento tricolor
Segundo Ceni, o clube já oficializou as contratações do lateral-direito Ramón Gómez e do atacante Kive Olivera, mas ainda busca “uma ou duas peças” para fortalecer o elenco. O técnico ressaltou que os altos valores de salários e direitos econômicos têm travado negociações. “O mercado está caríssimo em valores de salário e de compra. O grupo tem um limite no orçamento”, disse.
O comandante explicou que a diretoria analisa cenários para encaixar os custos sem comprometer a saúde financeira do projeto. A meta, afirmou, é equilibrar competitividade e responsabilidade fiscal. “Se mantivermos esforço e dedicação, conseguiremos sustentar sonhos maiores. Caso contrário, teremos de reduzi-los”, acrescentou.
Esse contexto não é exclusivo do Bahia. Dados compilados pela Transfermarkt mostram aumento expressivo no valor médio de jogadores na janela mais recente, pressionando clubes a reverem estratégias de investimento.
Mesmo com limitações, Ceni mantém discurso ambicioso: quer disputar títulos e mira desempenho consistente ao longo da temporada. Porém, admite que lesões e calendário imprevisível podem alterar planos. “Almejo vencer todos os jogos, mas projetar o ano inteiro é vago. Precisamos rodar o elenco e competir em alto nível”, concluiu.
No encerramento da coletiva, o treinador reforçou que novas contratações só ocorrerão se o pacote financeiro se mostrar viável. Até lá, a comissão técnica aposta em ajustes internos e na evolução do grupo já à disposição.
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Crédito da imagem: Letícia Martins/EC Bahia
Fonte: Futebol Baiano
