Relatório de visitas de Bolsonaro na prisão é cobrado por Moraes Na decisão tornada pública na última segunda-feira (26 de janeiro), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a direção da Papudinha apresente, em até cinco dias, um dossiê completo sobre as visitas recebidas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre 27 anos e três meses de prisão pela condenação na ação penal da trama golpista.
Detalhamento solicitado pelo STF
O despacho exige que a administração do presídio informe a frequência e a identidade de familiares, advogados e demais contatos que acessam Bolsonaro, além de listar atendimentos médicos, sessões de fisioterapia, leituras permitidas e qualquer ocorrência registrada. Moraes também pediu dados sobre o cardápio especial autorizado ao ex-mandatário e eventuais deslocamentos para hospitais particulares, prerrogativa liberada em decisão anterior.
Transferência para ala especial
Desde 15 de janeiro, Bolsonaro está instalado no 19.º Batalhão da Polícia Militar, área conhecida como Papudinha, destinada a detentos considerados especiais, como autoridades públicas e agentes de segurança. A nova localização foi definida por Moraes após o período inicial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
Contexto jurídico
O ex-presidente foi condenado por participação em tentativa de golpe de Estado, processo que segue sob relatoria de Moraes. Segundo especialistas ouvidos pelo Supremo Tribunal Federal, o relatório solicitado é comum em casos que envolvem réus com prerrogativas diferenciadas, servindo para assegurar divulgação transparente das condições de custódia.
No despacho, o ministro destacou que a Papudinha deverá “cumprir rigorosamente” o prazo de cinco dias, sob pena de responsabilização administrativa.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
