Venda do Vitória para o PSV foi negociada em 2001, relembra Paulo Carneiro movimentou bastidores do futebol baiano quando o ex-presidente do clube viajou à Holanda para tentar concretizar a transferência do controle rubro-negro ao grupo ligado à Philips.
Venda do Vitória para o PSV foi negociada em 2001, relembra Paulo Carneiro
De acordo com o ex-dirigente, o Vitória já possuía o modelo de clube-empresa no início dos anos 2000, o que estimulou o interesse do PSV, de Eindhoven. Paulo Carneiro contou que, acompanhado do empresário Leonardo Lenz, apresentou um extenso relatório financeiro e esportivo ao conselho da Philips, então proprietária da equipe holandesa. O documento, escrito em inglês, detalhava o potencial de mercado do Leão e a perspectiva de parceria técnica e comercial entre Bahia e Países Baixos.
A proposta incluía a realização de torneios anuais na Europa e o intercâmbio de atletas das categorias de base. Segundo Carneiro, o executivo Frank Yarnes, ligado ao clube holandês, demonstrou entusiasmo ao assistir a uma partida do Vitória em Camaçari e passou a defender a aquisição dentro do PSV.
O negócio, porém, foi interrompido por uma sequência negativa vivida pelo time holandês na temporada 2001/02. Após derrota para a Lazio por 1 a 0 pela Liga dos Campeões, o PSV permaneceu três meses sem vencer, resultando na saída do presidente responsável pelas negociações. “Quando ele caiu, a operação também desmoronou”, afirmou Carneiro na entrevista ao canal Zona Mista.
A história ganha relevância no momento em que parte da torcida exige a transformação do Vitória em Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e sonha com investidores como o Qatar Sports Investments. Experiências de compra de clubes europeus, analisadas pela UEFA em relatórios anuais (https://www.uefa.com/), mostram que mudanças de gestão dependem de estabilidade financeira e resultados esportivos – fatores que, em 2001, escaparam ao Leão.
Embora não tenha avançado, o episódio reforça a busca histórica do clube por capital estrangeiro. À época, Paulo Carneiro também cogitava novos acordos de patrocínio que garantissem receitas capazes de sustentar o elenco profissional e a base, uma das mais premiadas do país.
Para quem acompanha o futebol baiano, o caso serve de alerta sobre a importância de planejamento e timing em negociações internacionais. Novas propostas de SAF ainda podem surgir, mas exigirão análises criteriosas para evitar frustrações como a de 2001.
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Crédito da imagem: FuteboI Baiano
Fonte: FuteboI Baiano
