Trump apoia governo palestino de transição em Gaza e declarou, em nota divulgada nas redes sociais, que endossa a formação de um “Governo Tecnocrático Palestino” para administrar o território durante o período de transição previsto pelo atual cessar-fogo.
Trump apoia governo palestino de transição em Gaza
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Comitê Nacional para a Administração de Gaza contará com 15 integrantes, liderados pelo ex-vice-ministro Ali Shaath, figura ligada à Autoridade Palestina. O órgão será fiscalizado por um “Conselho de Paz” internacional, também anunciado pelo norte-americano, que promete divulgar seus membros “em breve”.
A iniciativa faz parte da segunda fase do cessar-fogo instaurado em outubro, entendida como essencial para reduzir a tensão entre Israel e o grupo Hamas. Desde a implementação da trégua, mais de 440 palestinos — entre eles mais de 100 crianças — e três soldados israelenses foram mortos em episódios pontuais de violência que ambas as partes atribuem uma à outra.
Trump reiterou que Egito, Catar e Turquia atuarão como mediadores do processo, colaborando para um “acordo abrangente de desmilitarização” do Hamas. De acordo com comunicado conjunto dos três países, caberá ao governo tecnocrático conduzir a reabertura da passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, e facilitar o trabalho de forças internacionais de manutenção da paz que poderão ser enviadas à região.
Analistas apontam que a presidência do próprio Trump no Conselho de Paz suscita críticas sobre possível ingerência externa na governança de Gaza. Especialistas em direito internacional lembram que, sem consenso local e regional, o modelo pode ser encarado como uma estrutura neocolonial. Mesmo assim, o líder norte-americano declarou que os novos administradores palestinos “estão inabalavelmente comprometidos com um futuro de paz”.
Entre os desafios imediatos listados por Washington estão a recuperação dos restos mortais de um refém israelense ainda desaparecido, o avanço no desarmamento do Hamas e a retirada gradual das forças israelenses, condicionada ao cumprimento desses requisitos. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), qualquer acordo definitivo exigirá garantias de segurança para civis dos dois lados e acesso irrestrito a ajuda humanitária.
Em situação ainda frágil, a nova fase do cessar-fogo busca interromper um ciclo de violências que se intensificou desde o início do conflito. Governos da região e a comunidade internacional acompanham de perto os próximos passos, enquanto aguardam o anúncio oficial dos integrantes do Conselho de Paz.
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Crédito da imagem: Reuters
Fonte: Reuters
