Vitória na Copinha: campanha histórica de 1993 revelou Dida
Vitória na Copinha é sinônimo de uma das passagens mais marcantes das categorias de base do futebol brasileiro: em 1993, o rubro-negro baiano chegou à semifinal da Copa São Paulo de Futebol Júnior, conquistou a medalha de bronze e apresentou ao país futuros campeões mundiais como Dida e Vampeta.
Caminho até a semifinal
Depois de estrear no torneio em 1983 e ficar ausente entre 1985 e 1992, o Vitória voltou à Copinha em grande estilo. Na fase de grupos, mesmo sentindo o desgaste de uma longa viagem de ônibus, a equipe superou as expectativas. Após derrota para o Palmeiras por 2 a 0, goleou o Atlético-MG por 5 a 2 e empatou em 1 a 1 com o Paraná, avançando em segundo no Grupo C graças ao saldo de gols.
Vitórias nos mata-matas e bronze garantido
Nas fases eliminatórias, o time comandado por Fito Neves emendou triunfos sobre Bahia (1 a 0), Noroeste (2 a 1) e Botafogo-SP (1 a 0). O sonho da final foi interrompido pelo São Paulo, que venceu a semifinal por 1 a 0. Na disputa pelo terceiro lugar, o Leão derrotou a Portuguesa por 1 a 0 e assegurou a melhor colocação de sua história na competição.
Nomes que fizeram história
O elenco contava com peças que se tornariam protagonistas no futebol nacional. Dida, referência no gol, e Vampeta, volante de vigor e qualidade de passe, ergueriam a taça do pentacampeonato com a Seleção em 2002. Também despontaram o atacante Alex Alves e o meia Paulo Isidoro, fundamentais para a ascensão do clube nos anos seguintes.
Reflexo no time principal
A performance na Copinha impulsionou as promessas ao elenco profissional. Naquele mesmo ano de 1993, o Vitória desbancou Corinthians, Santos e Flamengo até chegar à final do Campeonato Brasileiro, terminando com o vice-campeonato diante do forte Palmeiras de Edmundo, Zinho e Evair.
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Sequência em 1994
Impulsionado pelo resultado de 1993, o Vitória retornou à Copinha no ano seguinte e venceu Fluminense, Atlético-MG e Juventus-SP na fase inicial sem sofrer gols. Superou a Portuguesa, empatou o clássico com o Bahia e só caiu nas quartas, novamente diante do São Paulo, por 2 a 0.
O desempenho rubro-negro na competição de base é destaque recorrente em reportagens especializadas. De acordo com análise publicada no portal ge.globo.com, campanhas sólidas na Copinha costumam antecipar bons resultados na equipe principal, caso que o Vitória exemplificou ao longo da década de 1990.
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Crédito da imagem: Guia do Brasileirão 1993 / Revista Placar
Fonte: Guia do Brasileirão 1993 / Revista Placar
