Trump ameaça anexar Groenlândia e atacar Colômbia ao declarar, em 4 de janeiro, que os Estados Unidos “precisam” do território autônomo dinamarquês para fins de segurança nacional e que uma ofensiva contra o governo colombiano “parece boa”. A fala ocorre um dia depois de Washington bombardear a Venezuela e capturar Nicolás Maduro.
Trump ameaça anexar Groenlândia e atacar Colômbia
Questionado pela revista The Atlantic, o presidente norte-americano negou interesse nas reservas minerais da ilha do Ártico e afirmou que a presença de “navios russos e chineses” na região torna a aquisição estratégica. Desde que assumiu o cargo, em janeiro de 2025, Trump repete a intenção de incorporar a Groenlândia ao território dos EUA.
Reações em Copenhague e Nuuk
A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, divulgou nota destacando que “não faz absolutamente nenhum sentido falar em posse” da Groenlândia por Washington. Ela lembrou que o Reino da Dinamarca integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que a aliança já garante proteção militar ao arquipélago.
Frederiksen reforçou ainda que existe um acordo bilateral de defesa que permite ampla presença militar norte-americana na ilha, sem necessidade de anexação. “Insisto veementemente para que os EUA cessem as ameaças contra um aliado histórico”, declarou a dirigente.
De Nuuk, o primeiro-ministro groenlandês, Jens Frederik Nielsen, classificou a proposta como “inaceitável” e “desrespeitosa”. Segundo ele, a ilha “não é objeto de retórica de superpotência”.
Europa critica eventual anexação
Líderes de Finlândia, Noruega e Suécia se posicionaram contra qualquer alteração de soberania sem o consentimento dinamarquês. O premiê britânico, Keir Starmer, disse à BBC que “apenas a Groenlândia e a Dinamarca devem decidir seu futuro”, frisando a condição de aliado da Otan.
Ameaça de intervenção na Colômbia
No mesmo pronunciamento, Trump chamou a Colômbia de “muito doente”, acusou o presidente Gustavo Petro de lucrar com o narcotráfico e sinalizou uma possível ação militar para derrubá-lo. “Ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo”, afirmou a jornalistas.
Petro rebateu dizendo não ser “ilegítimo, nem traficante de drogas” e publicou extratos bancários para comprovar patrimônio modesto. O colombiano pediu à população que defenda o governo em caso de “ato ilegítimo de violência”, orientando as forças de segurança a protegerem o país de “invasores”.
As ameaças ampliam a tensão na América Latina após a ofensiva norte-americana em território venezuelano, episódio que já gerou protestos em Caracas e críticas de vários governos da região.
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Crédito da imagem: REUTERS/Hannibal Hanschke
Fonte: Agência Brasil
